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Comportamentos autodestrutivos e endividamento: a psicologia por trás dos números

  • Foto do escritor: Eduardo Oliveira
    Eduardo Oliveira
  • 22 de jan.
  • 2 min de leitura

Endividamento não é mero descuido, é resultado de um cruzamento entre emoções e decisões econômicas. Mesmo quem domina conceitos financeiros pode se ver preso em dívidas quando sentimentos como ansiedade, vergonha ou necessidade de aprovação guiam o consumo. Quero que você, assim como eu, reflitamos, como esses comportamentos autodestrutivos surgem, quais são seus impactos econômicos e como romper o ciclo.


  1. O mecanismo invisível


  • Alívio imediato: Quando a vida pesa, a compra impulsiva libera dopamina, oferecendo um alívio temporário

  • Custo oculto: Esse alívio tem preço: juros compostos que corroem a renda futura

  • Dados: 73 % das pessoas endividadas relatam compras significativas durante períodos de estresse emocional


  1. A vergonha da realidade


  • Manutenção de aparências: Roupas de marca, viagens ou restaurantes caros são usados para evitar a sensação de insuficiência

  • Impacto econômico: Gastos “pequenos” que, acumulados ao longo de 12 meses, podem gerar dívidas de R$ 15 mil a R$ 30 mil, sem contar juros


  1. O ciclo da negação


  • Pressão financeira → busca de alívio rápido (consumo)

  • Consumo → aumento da dívida

  • Dívida → maior pressão


Exemplo: Gastar 10 % acima da renda mensal, financiado no cartão (juros médios 15 % ao mês), gera em 24 meses uma dívida equivalente a 2,4 meses de renda, mais juros que podem dobrar o valor.


  1. A ilusão do “depois”


  • Procrastinação financeira: “Vou pagar depois"

  • Realidade: Dívida de R$ 5 mil a 15 % ao mês se transforma em R$ 12 mil em seis meses

  • Consequência: O “depois” nunca chega, enquanto os juros avançam.


  1. Por trás de cada número, uma história


  • Sentimentos que acionam o consumo: medo de insuficiência, necessidade de aprovação, tentativa de anestesiar a dor

  • Reconhecimento: Identificar a emoção que precede a compra é o primeiro passo para romper o padrão.


Saída: reconciliação entre mente e bolso


  • Honestidade brutal: Admitir a emoção que está por trás de cada gasto

  • Mapeamento: Relacionar cada compra impulsiva a um gatilho emocional Recalibração: Substituir o alívio imediato por estratégias saudáveis (ex: meditação, exercício, conversa com um terapeuta).


  1. Planejamento econômico: Reorganizar o orçamento com base nos gatilhos identificados, priorizando pagamento de dívidas de alto custo


Resultado prático: Recuperar poder e equilíbrio, não sobre o dinheiro, mas sobre si mesmo, permitindo a quebra do ciclo de juros e culpa.


Concluindo

A dívida nasce da intersecção entre emoções e números. Quando compreendemos que cada centavo perdido carrega um peso psicológico, ganhamos a capacidade de transformar a relação com o dinheiro. Essa consciência é a base para a estabilidade financeira duradoura.


Forte abraço e até breve!

 
 
 

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